Los Sebosos Postizos é a Nação Zumbi sem a galera da percussão. É um projeto paralelo dos integrantes, em conjunto. Como isso é possível? Somente sendo a banda mais importante do país. Isso é tão verdade, que existem vários projetos paralelos da diretoria da NZ, que vão de participações especiais em alguns discos de outros artistas, a produção de discos de outros artistas, trilhas de cinema e séries. Entre os exemplos, estão: o baixista Dengue, 3 na Massa; o baterista Pupillo e o guitarrista, Lúcio Maia, projeto com Seu Jorge and Almaz.
Tá! Estou exagerando... Acontece que a NZ e seus integrantes são a única coisa que me faz ser o típico fã, ou seja, exagerado e sem pudor. Nação Zumbi é a banda que mais gosto, então até o que poderia ser ou é ruim pra alguém, pra mim é bom. Vejo muita coesão em sua discografia e admito que como muitos, não sabia o que seria deles e de nós sem Chico Science. Vieram os anos e discos pra afirmaram o posto de grande banda do país. Quando digo isso, falo de discos como obras completas, não é nem de músicas.
Como não consegui eleger um único disco da NZ pra falar sobre, vou falar desse projeto por uma motivo óbvio. Também por gostar demais de Jorge Ben, depois Jorge Ben Jor. Por ainda também não conseguir escolher um único disco dele para falar sobre. Por isso, esse texto é sobre o Los Sebosos Postizos interpretam Jorge Ben Jor.
A banda lançou seu primeiro CD em setembro de 2012 com participações de Bactéria (teclados), Da Lua (percussão), Guizado (trompete) e Barbara Eugenia (vocal) e foi produzido por Mario Caldato Jr. Gente da pesada, que mostra entrosamento nesse disco. Muitos com trabalhos solos muito significantes.
Gosto desse disco, apesar de meu discurso contra cover ser repetitivo, mas sobre releituras, não. Saca a sutileza do negócio? Reproduzir fielmente, não tá com nada. Já desconstruir e resignificar, TÁ COM TUDO! Contemporâneo, tem atmosfera de gafieira, clima de dança de salão sem deixar o dub e grooves que vão crescendo durante o disco. Fácil entender que não é um disco da NZ, nem do JBJ, mas é bom. Aliás é muito bom.
Assim como sou fã de quem faz capas de disco, sou fissurado em produtores e já comprei disco às cegas, apenas pelo fato do nome de um figura tá por ali assinando a capa ou produzindo. Mário Caldato Jr, é um produtor raro. Considerado o quarto Beastie Boys, já ganhou tudo quanto é premio internacional que se sonhar. Ele também trabalhou com Beck, Bjork e Moby, entre outros.
Sobre a Nação zumbi preciso ainda observar, que assisti alguns shows, inclusive um que rolou em Araçatuba, SP, no encerramento de um festival de bandas independentes promovido pela Secretaria de Cultura do Estado e tinha umas 100 pessoas na platéia, devido a péssima divulgação. Eu fiquei tão ansioso, nervoso e feliz nesse dia, que tive uma crise renal depois do show.
Tirando o Jorge Ben, o Caldato e o Seu Jorge, já tive contato com todos os demais envolvidos. Certa vez, por desacerto de agenda, não rolou uma pequena circulação com o Lúcio Maia pelo Maquinado, outro projeto paralelo. Certa vez, conversando com ele, falei daquele show em Araçatuba e ouvi que aquele foi um dia surreal na carreira da banda e que por vezes, eles lembram da platéia vazia e que falam em voltar um dia pra quebrar tudo. Que isso, se realize logo, já que hoje em dia, não tenho mais crises renais.

01 Vou Andando
02 A Jovem Samba
03 Quero Esquecer Você
04 Cinco Minutos
05 Descalço No Parque
06 O Telefone Tocou Novamente
07 Lalari-Olala
08 O Homem Da Gravata Florida
09 Os Alquimistas Estão Chegando
10 A Tamba
11 Frases
12 Toda Colorida
13 Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar
14 Rosa, Menina Rosa
02 A Jovem Samba
03 Quero Esquecer Você
04 Cinco Minutos
05 Descalço No Parque
06 O Telefone Tocou Novamente
07 Lalari-Olala
08 O Homem Da Gravata Florida
09 Os Alquimistas Estão Chegando
10 A Tamba
11 Frases
12 Toda Colorida
13 Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar
14 Rosa, Menina Rosa
Antonio Carlos Nicolau, 44, é produtor cultural. Suas primeiras impressões musicais estão entre 1980 e 1984 por meio de especiais de TV para crianças (A arca de Noé I e II, Pirlimpimpim, Pluct Plact Zuum). Em 1985, assistiu, também pela TV, o Rock in Rio e logo teve o primeiro LP do Iron Maiden em suas mãos. Desde então vem de sentidos abertos a quase tudo e todos.