
O que esse disco tem de mais legal é um desafio. Mais legal ainda é que todo desafio, tem um prêmio. Nesse caso o desafio proposto ao ouvinte é tentar classificar o trabalho. Sim, isso mesmo. Ouça e tente dizer em qual prateleira ele deve ficar. Diga a qual gênero ele pertence. É afrobeat? Sim. É forró? Também. E black music? Também pode ser.
Tá! Mas e o prêmio? Se você quiser algo mais valioso que isso, não sei o que dizer. Parece que tô brisando, mas o valor desse trabalho está no fato de te manter longe da armadilha de gênero. Tema cada vez mais importante, se observarmos as proposições na sociedade atual sobre questões de gênero do ser humano e o impacto desse tema em seus relacionamentos. Na boa, tenho a impressão que essa discussão sempre esteve presente no universo artístico, principalmente na música.
Em uma entrevista foi dito que “O rótulo é música e ponto!”. Como muitos de nós precisam dessa indicação de gênero, em uma rede social a “big band” se define como Groove Latinoamericano, seja lá o isso for. Nada contra referências. Nada como definir uma música, agora, definir todo o disco fica quase impossível. Prefiro fugir disso e sugiro: não classifique. Apenas escute, curta o som e dance, pois esse disco é pra dançar.
Um site diz que Samuca e A Selva é um projeto plural e sem rotulagem, principalmente com relação a gênero. Formada em Outubro de 2014, o coletivo faz música autoral a partir de uma mistura boa de muitas influências, passeando por grooves africanos, ritmos latinos, a soul music norte-americana e toda a (bio)diversidade da nossa rica música brasileira.
Outro diz que A Selva é composta de músicos de bandas como Nomade Orquestra, Ba-Boom, Kubata, Black Mantra, OBMJ entre outros. A banda é formada por Samuel Samuca (voz e flauta transversa), Allan Spirandelli (guitarras e vocais), Thiago Buda (baixo), Kiko Bonato (sax tenor), Victor Fão (trombone), Bio Bonato (sax barítono e flauta transversal), Felippe Pipeta (trompete), Fabio Prior (percussão), Marcos Mauricio (teclados) e Guilherme Nakata (bateria e vocais).
Livre e articulado, o jovem compositor Samuel Samuca, na companhia do parceiro Rodolfo Lacerda, vem com o excelente time de músicos d’A Selva propondo uma experiência dançante, fresca e sensorial. Mais do que isso, a banda convida o público a uma exploração mais profunda dos seres que realmente somos: humanos maravilhosamente miscigenados!
A música “Madurar” que batiza o disco tem um clipe muito legal. O disco tem ótimas críticas de revistas e jornais importantes. Portanto, penso que valha a audição. Faça isso com som bem alto e algum espaço para balançar o esqueleto. Pode ser sozinho ou pareado. Mas, se estiver em grupo, melhor.
